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Junta de Freguesia - Mensagem do Presidente

Mensagem de Boas Vindas

Bem vindos ao "site" desta bela urbe que tem por nome Esposende!

A antiga Vila, é hoje a cabeça da cidade com o mesmo nome, depois de ter abraçado as  freguesias de Marinhas a Norte e parte da de Gandra, a Sul.

O topónimo "Espoesendi" aparece pela primeira vez nas Inquirições de 1258.

Embora eclesiasticamente pertencesse a S. Miguel de Zopães (Cepães), já era uma povoação e lugar, a par de outras como Zopães, Gonttimir, Goios e Rio de Moinhos, onde havia um casal «pertencente a Santa Eulália de Rio Côvo, casal que lavravam os de Palmeira e dele não queriam dar renda ao rei».

No reinado de D. Fernando, no último quartel do séc. XIV, o incipiente lugar torna-se num notável centro piscatório, o que a par com o aparecimento dos Estaleiros Navais, que nessa altura se instalaram na foz do Cávado, o levam a desenvolver-se rapidamente. Em 1502, D, Manuel doa a renda do pescado ao Duque D.Jaime, de Bragança. Em 1542, D. João III manda instalar a Alfândega Régia. Em 1560, D. Frei Bartolomeu dos Mártires, separa, eclesiasticamente, Esposende de Marinhas.

Em 19 de Agosto de 1572, D. Sebastião, através de Carta Régia, eleva este "logar" á categoria de Vila:

«Hey por bem e me praz de fazer Vila o dito logar de Esposende e que daqui em diante e pera sempre se passe a chamar Vila de Esposende..

Esposende era já então, um razoável burgo "nobre de casarias", onde havia "300 vizinhos juntos e arruados" e muitos tratantes e negociantes.

Por essa altura, no rio e no mar,  vogavam 63 navios desta praça e alguns deles de alto bordo, já nas longínquas paragens dos bancos do bacalhau.

O Rio, a Barra e o Mar foram a razão da sua existência. Os Estaleiros, o comércio e a pesca, tornam-se a verdadeira alavanca do seu progresso. A Barra abriu-nos as portas ao Mundo; os Estaleiros deram-nos os meios.

Embarcamos para o Brasil. Muitos esposendenses morreram na viagem e em naufrágios. O Brasil é a nossa outra metade; a nossa diáspora. Fomos para as Índias e Castela, e por lá andamos nas campanhas de Cortez. Ao México e a Cuba, para onde transportamos escravos. Á Baía, de onde os trouxemos e integramos.

Tempos negros nos dilaceraram com pestes e epidemias. A “Cholera Morbus”, dizimou-nos quase um terço da população, nas 3 vezes que nos atacou ao longo do séc. XIX. Resistimos, contra tudo e contra todos.

Em 27 de Maio de 1993, sob a Presidência de Alberto Figueiredo, Esposende é elevada á categoria de Cidade.

Sofrendo profundas alterações depois do 25 de Abril, Esposende procura um rumo certo, hoje estrategicamente alicerçado na Qualidade Ambiental e no Turismo.

Local aprazível, onde num raio de pouco mais de 500 metros, se pode desfrutar do Mar, do Rio, da Praia ou do Pinhal,

Um pouco para nascente, a cerca de 1 KM, ergue-se, paralela ao Mar a Montanha do Faro com os seus conhecidos Castros de S. Lourenço e do Senhor dos Desamparados, ligados por um espectacular trilho da natureza, óptimo para passeios cicloturísticos e pedestres.

Esposende está circundada por paradisíacas paisagens como a do Marachão e da Barca do Lago; pelos românticos Moinhos da Abelheira, e o Monte da Senhora da Guia, mais a norte.   A antiga Fão, com a sua Ponte  e a sua praia e a Senhora da Bonança, a Sul.

Os hotéis da zona  são de reconhecimento internacional. O IC1 leva-nos ao Porto num pouco mais do que meia hora; a Viana em 20 minutos... Vai-se a Barcelos num abrir e fechar de olhos, com a nova auto-estrada! A Braga, num pouco mais que isso.

É um privilégio da natureza de facto . Mas a sua maior riqueza é a sua gente, a sua gastronomia, as suas manifestações populares. Não somos ricos em monumentos arquitectónicos , mas somos exuberantes em paisagens naturais e manifestações culturais. Temos uma grande alma hospitaleira.

As festividades da Semana Santa, as Festas da Senhora da Saúde e da Soledade, o S. João e as Marchas Populares, a Festa da Lampreia e da Sardinha…

Visitar Esposende, é entrar num mundo diferente, num cantinho delicioso do Minho, onde pode passear, relaxar e dar largas ao seu lado romântico, desfrutado a suave brisa de um fim de tarde, enquanto o sol se põe sobre o mar sem fim e enquanto passeia na Avenida á borda de água!

Embarque de manhã no “Rabumba” ou no “Rio Cávado”. Dê um passeio no Rio. Veja o peixe a saltar, as aves selvagens e os juncais onde elas nidificam.

Venha até nós! Respire ar puro! Goze a Natureza!

Esposende espera-vos e o Presidente da Junta, saúda-vos:

BENVINDOS!

José Felgueiras

 

  
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